
Se nas décadas de 2000 e 2010 predominaram na América Latina e no Caribe os discursos sobre a integração e o latino-americanismo, a de 2020 encontra o subcontinente mergulhado na fragmentação, sem projetos hegemônicos e com uma decrescente relevância internacional. Após um ciclo neoliberal e outro progressista – que, embora não tenham abarcado toda a região, definiram climas de época –, hoje predomina a heterogeneidade e a incerteza, aprofundadas pela guinada política no Brasil. Nesse contexto, este número de Nueva Sociedad convoca diferentes olhares sobre a geopolítica e a (des)integração latino-americanas.