
América Latina desde el otro lado del globo
Nueva Sociedad
214 |
Marzo/ Abril 2008
Que imagem a América Latina projeta no mundo? A de uma região que, a pesar de todos os seus problemas e turbulências, constitui uma das poucas zonas democráticas do planeta? Ou uma região marcada por conflitos, do narcotráfico às migrações em massa, com democracias institucionalmente frágeis, sempre a um passo da ruptura? A América Latina está aproveitando o bom momento internacional para construir um modelo de desenvolvimento sustentável e socialmente mais justo? Ou será que as boas notícias econômicas são apenas um alívio conjuntural derivado de uma série de fatores externos, que mais cedo ou mais tarde terminará se extinguindo? Como a América Latina se insere na globalização? Que importância tem a integração regional? Como enfrentar a tendência à fragmentação? |
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NUEVA SOCIEDAD em português
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Opinião
A Política Externa Brasileira e os Interesses Nacionais
Maria Regina Soares de Lima*
Por que, no presente, o termo «interesse nacional» voltou ao debate político no Brasil? Por um lado, porque a crise dos 90 e a mudança do paradigma de inserção internacional eliminaram o principal referencial a partir do qual se organizava a política externa até então. Por outro, porque o molde neo-liberal, que servira de legitimação àquelas reformas, também entrou em colapso seja pelas conseqüências domésticas nefastas resultantes de sua implementação, seja em função de sua superação e da articulação de um capitalismo coordenado pelo Estado em praticamente todos os países do Sul, em particular os países intermédios.
*Professora do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e Coordenadora do Observatório Político Sul-Americano (OPSA).
opiniões anteriores
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Especial em português
Brasil: a caminho da equidade
Pela primeira vez em seus 35 anos de existência, Nueva Sociedad lancou uma ediçao especial em português, apresentada no marco do 31º Congresso Anual da ANPOCS - a mais importante reuniao dos cientistas socais brasileiros - em Caxambu, Minas Gerais. Para debater as políticas brasileiras de reduçao de pobreza e difundir a ediçao foi organizado uma mesa-redonda com a participaçao de Teodoro Petkoff (Venezuela) e Vicente Palermo (Argentina), moderada por Marco Aurélio Nogueira (Brasil).
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Nueva Sociedad dedica sua próxima edição à análise das políticas sociais, sua capacidade de melhorar os índices de pobreza e superar a desigualdade, bem como sua necessária interação com as estratégias de desenvolvimento econômico.
A idéia central é realizar uma abordagem que possa articular a dimensão econômica com as medidas sociais. Procuramos nos aprofundar em uma reflexão geral sobre a interação entre estes dois conjuntos de políticas. Quais são as mais adequadas para combater a pobreza e a desigualdade? Elas podem ser pensadas separadamente? Qual é o limite que a política econômica impõe à social? Uma macroeconomia ortodoxa pode conviver com uma política social progressista? E ao contrário: deixar de priorizar o aspecto social para se concentrar apenas no campo econômico não implica um risco para a própria estratégia econômica?
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A militarização da segurança pública no Brasil
por Jorge Zaverucha
No Brasil, como resultado de uma transição pactuada, a democracia eleitoral convive com enclaves autoritários fortemente enquistados no aparato estatal. Esta situação, longe de se resolver, tem se aprofundado nos últimos anos devido ao incremento da violência urbana e à crescente militarização das operações destinadas a garantir a segurança pública. A confusa situação institucional da Polícia Militar e o papel cada vez mais importante do Exército demonstram que, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos, no Brasil as funções da defesa nacional se mesclam perigosamente com a da manutenção da ordem interna. O resultado é um híbrido institucional que impede a construção de uma democracia plena.
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